terça-feira, 19 de agosto de 2014

Maconha estatal avança no Uruguai contra a população

Julio chega à entrevista com uma blusa preta estampada com uma folha de maconha no seu peito. Embaixo, a legenda Mujicacannabis. É o mês de maio e o governo do José Mujica acaba de regulamentar a lei que legaliza a plantação, venda e consumo da maconha no Uruguai. E Julio, presidente da Federação de Cannabicultores do país, acha que isso é “massa”: agora todos os uruguaios poderão comprar até 40 gramas de maconha pelo mês, plantar de forma autônoma até seis plantas de cannabis ou participar de um clube de fumadores de entre 15 e 45 sócios. A condição é estar registrado como consumidor.

“O Pepe é o melhor”, diz Julio, usando o apelido do presidente. Sua Federação nasceu em dezembro de 2013, quando a lei recém tinha sido aprovada, e percorreu o interior do país organizando palestras sobre a nova política de drogas que nascia no Uruguai e dando dicas sobre como cultivar maconha. “Esta lei foi promovida por um cara de 80 anos. E agora todo mundo está esperando para ver o que acontece. É muito forte”, diz Julio.

Foi por causa do Pepe que Julio decidiu plantar abertamente as plantas de maconha que tinha escondidas na sua casa, afastadas da vizinhança e fora da vista do seus pais. Mas, quando em 2012, Mujica anunciou ao mundo sua idéia de plantar maconha legal e estatal, Julio decidiu que já não lhe importaria se o jardineiro olhasse sua colheita. Em agosto desse ano, Mujica escreveu uma lei com um único artigo: “O Estado assumirá o controle e a regulamentação das atividades de importação, produção, aquisição, armazenamento, comercialização e distribuição da maconha”. Os legisladores necessitaram mais de um ano de discussão e trabalho para uma lei deste texto.

Mas hoje Julio responde o telefone com raiva. Três vezes tentou inscrever o seu clube de fumadores no Ministério de Educação, como associação civil, e sempre faltava algum papel. Agora, os 15 membros são associação, mas clube mesmo ainda não porque o Instituto de Regulação e Controle do Cannabis, o organismo criado pela lei para controlar o mercado da maconha legal, não abriu os registros necessários para os consumidores, cultivadores autônomos e clubes de fumadores.

Na verdade o instituto só começou a trabalhar no mês de maio, quando o governo Mujica divulgou detalhes do funcionamento da lei: os usuários somente poderão estar num registro, como consumidores, cultivadores ou sócios de um clube. Também não se permitirá eventos que promovam o uso da maconha, se poderá comprar até 10 gramas por semana, se pedirá medidas de segurança para os cultivos autônomos, e se exigirá aos clubes alugar um local para o cultivo. Por isso, também, Julio está molesto. As organizações de usuários de maconha ficaram se perguntando como é que os clubes serão economicamente sustentáveis e o que acontecerá então com as marchas e copas cannabicas que organizam.

“A regulamentação é restritiva em muitos temas. Mas nós reconhecemos que há uma diferença com a época proibicionista. Alguns artigos são infumáveis, mas a ideia é modifica-los no tempo. Há muito trabalho por diante. O Pepé o melhor”, diz Julio. Mas a sua pode ser uma opinião minoritária no país.

No dia 1º de agosto, Mujica deu o primeiro passo no caminho para plantar maconha estatal: abriu concurso público para interessados no negócio. A idéia é consultar às empresas que se apresentem e depois fazer uma licitação pública que outorgará cinco licenças para a produção da droga. A plantação será feita no departamento de San José (a 90 km da cidade de Montevidéu) e terá segurança perimetral às 24 horas, todos os dias do ano. As empresas deverão ter uma garantia de U$S 5.000, e assumirão o custo da embalagem e a distribuição da droga até as os pontos de venda (as farmácias).

Mas, segundo a última pesquisa divulgada pelo instituto Cifra no mês de julho, a população não quer plantações de maconha. “Os uruguaios não concordavam com o projeto de lei quando era discutido pelo Parlamento, e também não concordam agora que é lei. A opinião pública não mudou. É uma estabilidade pouco comum em temas polémicos”, disse o informe da consultora. Segundo a Cifram 64% dos uruguaios é contra da lei, quase a mesma quantidade do que em julho de 2012, quando 66% da população rejeitava a norma.

Quando a lei foi anunciada ao mundo, o presidente Mujica disse que a norma precisava do apoio da população para “dar certo”. Mas, por enquanto, nada disso acontece. Cifra também perguntou aos uruguaios o que achavam que tinha que ser feito agora: revogar a lei ou deixar e ver o que acontece. Para 62% o melhor é revogá-la, e somente 32% querem mantê-la. Uruguai terá eleições presidenciais no mês de outubro, e já os dos principais partidos da oposição (Partido Colorado e Partido Nacional) disseram estar a favor de tirar a lei.

“Não sei o que foi perguntado nessa pesquisa”, disse Laura Blanco, da Associação de Estudos Cannábicos do Uruguai (AECU). “As pessoas não sabem o que significa a legalização e nós vemos muita gente que se aproxima a nossa associação para perguntar sobre os usos medicinais da droga. Muitas pessoas maiores de 60 anos estão se aproximando sem o prejuízo do consumo da maconha”, afirma.

A associação já tem o seu clube de fumadores em funcionamento. Com 45 sócios selecionados de uma extensa lista de espera, o clube tem uma taxa mensal de 1.500 pesos uruguaios (em torno de R$ 150) e a matrícula, paga por única vez, é de 5.000 pesos uruguaios (em torno de R$ 500). Somente esperam ter uma fatura de luz a nome do clube, e estarão prontos para quando o registro estiver aberto. Este ano, por primeira vez desde sua existência, AECU tem uma sede para fazer reuniões e cursos. O local, a uma quadra da transitada rua Boulevard Artigas, é decorado com desenhos de folhas de maconha.

“A localização do clube de fumadores é segreda para manter a segurança. A confiança é fundamental agora. Os 45 sócios conhecem a localização do cultivo porque é lá onde tem que ir para retirar a maconha. Por enquanto não temos pessoal com salário, é todo voluntário. Estamos fazendo o clube da maneira mais econômica que podemos”, disse Laura.

Agora o Ircca tem que iniciar os registros dos 150.000 consumidores que se estima existem no país. Segundo a lei somente os uruguaios maiores de 18 anos ou os residentes legais (por exemplo, os brasileiros com mais de 90 dias no Uruguai), poderão comprar a droga nas farmácias. O governo Mujica espera assim controlar a possibilidade de estrangeiros chegarem para comprar a droga, o chamado “turismo cannábico”. Estima-se que o negócio da maconha no Uruguai movimenta entre 30 e 40 milhões de dólares; um grama da droga legal será vendido em 22 pesos uruguaios (em torno de 2 reais).

“Nunca na minha vida provei um baseado. Mas eu sei qual é a vida dos jovens. O consumo está aí, na esquina. E se originou um mercado clandestino que é um monopólio de mafiosos”, disse o Mujica no mês de augusto de 2013, no seu programa radial. “Estamos dando uma batalha pela saúde pública. Mas não é fácil. Sabemos que estamos fazendo um experimento de vanguarda no mundo inteiro”, afirmou.

Antes do Uruguai, os estados de Colorado e Washington aprovaram a legalização do consumo da maconha e criaram canais para sua venda. Mas há outros países que já estão copiando o “experimento” uruguaio.

“No mês de junho a Comissão de Drogas da África do Oeste chamou à descriminalização das drogas e que isto seja um assunto de saúde. Também o Ministério de Justiça da Jamaica aprovou a descriminalização da possessão de até dois gramas de maconha, como também a descriminalização do uso religioso, científico e medicinal da droga. E a Comunidade dos Países do Caribe acordou criar uma comissão para revisar a política sobre a maconha na região e estabelecer as reformas necessárias”, disse Hannah Hetzer, diretora de políticas para América Latina da Drug Policy Alliance, organização com sede nos Estados Unidos. “A iniciativa do Uruguai também ajudou a que o debate avançara no Brasil, especialmente nos veículos de informação”, afirmou e lembrou das editoriais que Folha do São Paulo e O Globo publicaram no mês de maio apoiando a inciativa do Uruguai.

O governo Mujica ainda tem que regulamentar o uso medicinal da maconha, além de iniciar os registros de consumidores e começar a plantação da droga. A venda foi anunciada para fins do ano, mas autoridades já adiantaram que se atrasará até janeiro ou fevereiro. Somente então começará a andar o “experimento” que o mundo inteiro observa.

Fonte:Carta Capital


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Fumo de ‘terceira mão’ é alerta para o risco de casos de câncer

O fumo passivo já é conhecido dos especialistas por causar doenças como câncer. Mas pouco se fala em “fumo de terceira mão” (“thirdhand smoke”, em inglês). Quando alguém fuma, a nicotina do cigarro se dissipa nos pisos e em outras superfícies. Com o tempo, parte dessa nicotina reage com outras substâncias no ar e forma novos compostos, como as nitrosaminas específicas do tabaco (TSNAs, sigla em inglês). Em níveis mais elevados, essas substâncias podem causar tumores malignos.

As crianças pequenas podem ser particularmente as mais afetadas por esse problema, uma vez que passam mais tempo dentro de casa, muitas vezes brincando no chão, e tendem a colocar as mãos na boca.Recentemente, um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de York, no Reino Unido, e da Universitat Rovira i Virgili, na Espanha, descobriu que a poeira doméstica contém níveis potencialmente perigosos de substâncias causadoras de câncer devido à fumaça originada pelo tabaco. O nível é mais elevado em casas de fumantes, mas essas substâncias também estão presentes nos demais ambientes, podendo representar um risco à saúde.

Os pesquisadores buscaram descobrir o quanto de nicotina e nitrosaminas pode estar presente na poeira doméstica. Assim, eles recolheram amostras de poeira de 46 casas em Tarragona, Espanha. Cerca de metade das amostras veio das casas de não fumantes.Os pesquisadores analisaram a poeira com uma técnica chamada “cromatografia gasosa”. A cromatografia gasosa pode revelar não só que substâncias estão no pó, mas a quantidade de cada composto existente.A pesquisa constatou níveis potencialmente prejudiciais das substâncias relacionadas com a nicotina em ambos os lares – fumantes e não fumantes, “embora houvesse, em média, oito vezes mais (substâncias) nas casas dos fumantes”, afirmou o estudo.

Gases
Em outra pesquisa, uma equipe do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, nos Estados Unidos, também fez constatações semelhantes, relatando que os resíduos de um cigarro não se assentam inertes em superfícies, reagindo com um gás comum (o ácido nitroso, emitido por aparelhos a gás e veículos, entre outros) para criar as TSNAs.Essas “TSNAs estão entre os carcinógenos mais potentes e de ação mais ampla presentes no tabaco não queimado e na fumaça do tabaco”, , segundo o site Scientific American.

Quantidade
Enquanto a fumaça de um cigarro contém pelo menos cem nanogramas de TSNAs, os resultados indicaram que várias centenas de nanogramas por metro quadrado de nitrosaminas podem ser formadas em superfícies caseiras na presença de ácido nitroso, de acordo com a pesquisa em tela.

Orientação
Para controlar o fumo de terceira mão, é recomendado que locais públicos fiquem livres de cigarro e que as pessoas evitem fumar em casa e em seus carros.


Fonte: O Tempo

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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A origem do alcoolismo no lar

Sabe-se que um dos maiores problemas e desafios que enfrentamos hoje, no Brasil, são as drogas. Em 2012, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 301.716 internações provocadas pelo consumo de drogas ilícitas e álcool. E é sobre este, uma droga lícita, que este ensaio se pronuncia.

No caso do álcool, existe uma grande facilidade de acesso, sendo facilmente encontrado em bares, restaurantes e padarias, por exemplo, caracterizando-se seu consumo como algo comum, com destaque para o grande número de adolescentes consumidores. Segundo uma pesquisa divulgada em 2013 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 31,7% dos entrevistados, com idade igual ou inferior a 13 anos, já tinham experimentado alguma bebida alcoólica.

A pesquisa ainda alertou que 11,2% dos entrevistados encontram a bebida dentro de casa, uma vez que crescem vendo seus pais fazendo uso desse tipo de droga. E, simplesmente por estar presente no ambiente familiar, o álcool é aceito, e os riscos que pode causar não é muitas vezes considerado. Além disso, existe o comportamento de alguns pais, que bebem descontroladamente e se vangloriam por isso. Essa é uma das causas mais comuns do problema da dependência alcoólica, visto que são os próprios pais que, mesmo sem esse intuito, acabam influenciando o consumo de bebida pelos filhos.

Há, porém, outros fatores que agravam o alcoolismo na adolescência, como a violência, pressão do grupo de amigos, o sentimento de onipotência próprio da juventude, o custo baixo da bebida, os estímulos publicitários e a falta de controle e fiscalização da venda de produtos do gênero para pessoas com idade inferior à prevista na legislação.

Segundo uma pesquisa divulgada neste ano pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil está acima da média mundial e apresenta taxas superiores às encontradas em mais de 140 países. Essa pesquisa alertou que 3,3 milhões de mortes no mundo, em 2012 (5,9% do total), foram provocadas pelo consumo excessivo de álcool. Além disso, a pesquisa avaliou os dados de 194 países e concluiu que o consumo médio mundial para pessoas acima de 15 anos é de 6,2 litros por ano, enquanto no Brasil o consumo médio é 8,7 litros por pessoa por ano.

Uma das consequências do consumo excessivo de álcool são os graves acidentes de trânsito. Apesar da proibição de vendas de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos e da “Lei Seca”, criada para policiar a ingestão de álcool por motoristas, não se conseguiu, ainda, inibir algumas atitudes desses usuários. Continua-se a constatar que o álcool atua como propulsor de atos violentos e de acidentes de trânsito, provocando mortes e mutilações por motoristas embriagados que assumiram o risco de “pegar no volante”.

Portanto, é de fundamental importância combater esse grave problema e realizar algumas ações eficazes, a começar pela orientação das famílias, que constituem a base de formação do cidadão. Ao Estado, cabe exercer um controle rígido e fiscalização eficiente na venda desses produtos, a fim de inibir o consumo precoce por adolescentes e os exageros dos adultos, que acabam infringindo as leis.

Fonte:Gazeta

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MORTES POR DEPRESSÃO CRESCEM 705%

Em 16 anos, o número de mortes relacionadas com depressão cresceu 705% no País, mostra levantamento inédito feito pelo Estado com base nos dados do sistema de mortalidade do Datasus. Estão incluídos na estatística casos de suicídio e outras mortes motivadas por problemas de saúde decorrentes de episódios depressivos.

Foi a depressão, somada à dependência química, o que provavelmente levou o ator americano Robin William, de 63 anos, a se matar, na segunda-feira.

Os dados mostram que, em 1996, 58 pessoas morreram por uma causa associada à depressão. Em 2012, último dado disponível, foram 467. O número total de suicídios também teve aumento significativo no Brasil. Passou de 6.743 para 10.321 no mesmo período, uma média de 28 mortes por dia. As taxas de suicídio são muito superiores às mortes associadas à depressão porque, na maioria dos casos, o atestado de óbito não traz a doença como causa associada.

No Brasil, a faixa etária correspondente à terceira idade é a que reúne as estatísticas mais preocupantes. No caso de mortes relacionadas à depressão, os maiores índices estão concentrados em pessoas com mais de 60 anos, com o ápice depois dos 80 anos (mais informações nesta página).

No caso dos suicídios, embora os números absolutos não sejam maiores entre os idosos, a maior taxa de crescimento no período analisado ocorreu entre pessoas com mais de 80 anos. Entre 1996 e 2012, o suicídio cresceu 154% nesta faixa etária.
Causas. Segundo especialistas, o aumento de suicídios e de mortes associadas à depressão está relacionado com dois principais fatores: o aumento das notificações e o crescimento de casos do transtorno. "Como o assunto é mais discutido hoje, há maior procura por atendimento médico e mais diagnósticos. Mas também está provado, por estudos epidemiológicos, que a incidência da depressão tem aumentado nos últimos anos, principalmente nos grandes centros", diz Miguel Jorge, professor associado de psiquiatria da Unifesp.

Ele explica que, além do componente genético, que pode predispor algumas pessoas à doença, fatores externos da vida atual, como o estresse e a grande competitividade profissional, podem favorecer o aparecimento da doença.

No caso dos idosos, a chegada de doenças crônicas incuráveis, o luto pela perda cada vez mais comum de pessoas próximas e a frustração por não poder mais realizar algumas atividades os tornam mais vulneráveis à depressão e ao suicídio. "Um estilo de vida estressante, o uso de drogas e álcool e insatisfação em diversas áreas são fatores de risco para a doença. Fazer escolhas pessoais e profissionais que ajudem a controlar esses fatores é uma forma de prevenir a depressão", diz o especialista.

Fonte: Uniad

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Consumo elevado de álcool encolhe determinadas áreas do cérebro

Estudo desenvolvido por um neurocientista norte-americano revela que o consumo elevado de álcool pode encolher algumas regiões do cérebro. Divulgado no jornal Alcoholism: Clinical and Experimental Research, o trabalho se apoiou em imagens de ressonância magnética de camundongos para melhor entender o papel da variabilidade genética nos danos cerebrais provocados pelo alcoolismo e apontar caminhos e estratégias mais eficazes de prevenção e tratamento, já que esse padrão de dano cerebral imita um aspecto único da patologia observada em alcoólatras humanos.

A ressonância magnética tem condições de diagnosticar vários tipos de lesões causadas pelo álcool no cérebro dos indivíduos, sendo algumas reversíveis e outras permanentes. O consumo crônico de álcool resulta na redução e atrofia de partes específicas do cérebro que podem levar à alteração do equilíbrio e marcha, dificuldade de raciocínio, cálculo e memória, muitas vezes progressivos e irreversíveis, além de quadros graves que evoluem para coma e morte se não forem tratados com rapidez e eficiência.

Alguns desses sintomas são encontrados na Síndrome de Wernicke-Korsakoff (neuropatia relacionada à carência de vitamina B1), com achados específicos na ressonância magnética que permitem o diagnóstico e tratamento rápido e eficaz. As regiões do cérebro mais afetadas pelo consumo excessivo de álcool são responsáveis por alterações na memória, comportamento, déficit cognitivo, dificuldade para articular palavras e movimentos.

As imagens de ressonância magnética obtidas no estudo norte-americano mostram que os camundongos submetidos ao consumo diário de uma solução com 20% de álcool durante seis meses sofreram atrofia do cérebro, de modo geral, e um encolhimento específico do córtex cerebral naqueles indivíduos com falta de receptor de dopamina D2.


Fonte: SEGS

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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Cérebro de jovens ainda está em desenvolvimento e fica vulnerável às ações de drogas

Cérebro de jovens ainda está em desenvolvimento e fica vulnerável às ações de drogas. O uso frequente de álcool e maconha durante a juventude leva à deformação da estrutura neural e do metabolismo, além da perda de habilidades cognitivas no futuro. De acordo com cientistas da Universidade da Califórnia, que fizeram a pesquisa, o motivo pode ser a maior vulnerabilidade às influências neurotóxicas durante a adolescência.

Para chegar à conclusão, pesquisadores seguiram, por 18 meses, 92 jovens (63 homens e 29 mulheres) que faziam uso dos dois fatores. Ingeriam álcool e maconha constantemente 41 adolescentes e não usavam 51. 

Todos passavam por exames toxicológicos e davam entrevistas a cada seis meses. O elemento é responsável por transmitem sinais entre diferentes áreas do cérebro. O resultado foi uma redução da substância branca no primeiro grupo.

— Encontramos evidências de substância branca mais precária em adolescentes que se envolvem em uso abusivo de álcool e maconha em comparação com aqueles que se abstêm — declarou Joanna.

A substância branca comprometida representa um processamento cognitivo mais lento e desempenho cognitivo menor, com efeitos na memória, atenção e tomada de decisão.

— O álcool e a maconha podem ter um impacto negativo, alterando a comunicação celular tão importante no cérebro, o que impede o desenvolvimento de novas células saudáveis e causa a inflamação.

As duas drogas, segundo Joanna, também podem afetar o desenvolvimento do cérebro. A estrutura, o volume e até determinadas funções podem ser prejudicadas.

— O cérebro adolescente ainda está em desenvolvimento. Por isso, muitos sistemas neurais ainda não estão totalmente amadurecidos, em comparação ao cérebro dos adultos — diz Joanna. 

— Conexões cerebrais importantes para inibir comportamentos de risco ainda estão em formação e alguns jovens são mais propensos a escolher efeitos imediatos, como o álcool e a maconha.

Fonte: O Globo


Bebida alcoólica não diminui consciência, mas inibe remorso

Pode ser fácil culpar o álcool por ligações ou mensagens inesperadas para um ex, por exemplo, mas um novo estudo mostrou que essa não é uma desculpa aceitável. 

Os pesquisadores da University of Missoury, liderados pelo professor Bruce Bartholow, sugerem que o álcool não inibe a capacidade de as pessoas saberem o que estão fazendo, mas inibe o sentimento de culpa, remorso ou vergonha. O estudo mediu as respostas baseando-se em padrões cerebrais. 

Os pesquisadores dividiram os 67 participantes em três grupos e pediram que um ingerisse álcool antes de completar tarefas de reconhecimento de erros em um computador. Aqueles que beberam álcool se mostraram tão conscientes diante dos erros quanto o grupo de sóbrios, com a diferença que o primeiro grupo mostrou se importar menos, segundo informações do site do jornal britânico Daily Mail.

 A um grupo – formado por homens e mulheres – foi dado refrigerante; outro grupo tomou um placebo e um terceiro ingeriu vodca com tônica.

Cada um deles tinha que completar uma tarefa de reconhecimento de erros. De acordo com as conclusões, os três grupos estavam conscientes sobre os erros, embora a preocupação ou o remorso com os erros tenha se mostrado menor entre os que ingeriram bebida alcoólica.

Fonte: Terra


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