terça-feira, 5 de agosto de 2014

Tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo

Considerado um dos vilões da saúde humana, o tabagismo é a principal causa de morte evitável em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, estima-se que 200 mil mortes/ano sejam decorrentes do uso do cigarro e sete mortes por dia, em virtude do tabagismo passivo.

A dependência em relação ao fumo faz com que os fumantes se exponham continuamente a mais de 4.720 substâncias tóxicas, fazendo com que o tabagismo seja fator causal de cerca de 50 doenças diferentes, destacando-se as doenças cardiovasculares, o câncer e as doenças respiratórias obstrutivas crônicas. Os cânceres de pulmão, de boca, laringe e esôfago estão relacionados ao uso frequente do cigarro.

Segundo a coordenadora de Tabaco, Álcool e Outras Drogas da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Conceição Moreira, a instalação dessas doenças ocorre de forma lenta e gradual, demorando anos para que os danos causados à saúde do indivíduo se estabeleçam. “Como os sintomas das doenças causadas pelo uso do cigarro aparecem lentamente, é de extrema importância o desenvolvimento de estratégias e ações educativas continuadas direcionadas ao público infanto-juvenil, visando à incorporação de modos de vida saudáveis, através da adoção de comportamentos que reduzam, ao máximo, essa exposição”, afirma.

Ainda conforme a coordenadora, o tabagismo é responsável por 63% das mortes relacionadas a doenças crônicas não transmissíveis. “Aproximadamente 85% dessas mortes são por doença pulmonar obstrutiva crônica ou enfisema; 30%, por diversos tipos de câncer de pulmão, boca, laringe, faringe, esôfago, entre outros; 45%, por infarto do miocárdio, e 25%, por acidente vascular cerebral (AVC), entre outras. Além disso, o hábito desencadeia e agrava condições como a hipertensão e diabetes e, também, aumenta o risco de as pessoas desenvolverem e até mesmo morrerem por tuberculose”, complementa Conceição Moreira.

Fonte: Jornal online

Pesquisa mostra que mais de 40% dos jovens bebem álcool antes das noitadas

Basta um olhar atento sábado à noite para ver que o ‘esquenta’ não é algo raro. Agora, pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) confirma que, para 41,3% dos jovens, ingerir álcool antes de entrar na boate é um hábito. Ao contrário do que muitos pensam, o gesto não é sinônimo de economia: adeptos da prática bebem ainda mais dentro das casas noturnas.

De acordo com o estudo, aqueles que vieram do ‘esquenta’ já entraram na boate com 0,23mg/L de álcool no sangue e saíram de lá com taxa de 0,34mg/L, o dobro do encontrado entre os que chegaram sóbrios. Além disso, 22,8% beberam em ‘binge’ (cinco ou mais doses de bebida em poucas horas) antes da noitada. 

Entre os principais motivos da prática estão reduzir a ‘ansiedade social’ na boate (39%) e economizar com bebidas dentro da casa noturna (37,7%). “Os jovens acham que bebendo antes beberão menos dentro da boate, ou fazem isso para já chegarem ‘calibrados’ lá. Álcool puxa álcool, por isso eles bebem mais, ou seja, não há economia de dinheiro”, diz Zila Sanchez, professora do Departamento de Medicina Preventiva da Unifesp e responsável pela pesquisa. 

O levantamento foi feito com 2.422 clientes de 31 casas noturnas. Eles foram entrevistados e se submeteram ao teste do bafômetro antes e depois da noitada. 
A adesão ao ‘esquenta’ foi mais frequente entre homens de 18 a 25 anos, fumantes, solteiros e empregados. Deles, 33% beberam em casa, 30% na rua e 26% no bar. Cerveja, seguido de vodka foram os produtos mais consumidos, sobretudo depois das 19h. 

De acordo com Zila, o excesso de álcool aumenta as chances de acidente, de briga na boate e do comportamento sexual de risco (sexo sem proteção com parceito casual ou até mesmo sem consentimento). Ela acrescenta que algumas boates impediram a entrada de pessoas alcoolizadas, mas o fato foi muito raro. “O álcool tira a percepção de riscos e as pessoas ficam mais vulneráveis”.


Fonte: Tribuna

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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Abuso do álcool provoca perda severa de memória na 3ª idade, diz pesquisa

Pesquisadores acompanharam 6.500 americanos com mais de 60 anos. Grupo que abusava do álcool teve o dobro de casos de perda de memória.

Que beber demais é prejudicial à saúde, não é novidade. Mas uma nova pesquisa detalhou as consequências para a mente e fez um alerta: o abuso do álcool a longo prazo causa perda severa de memória.

Os pesquisadores acompanharam 6.500 americanos de terceira idade durante 20 anos. Atualmente, eles têm entre 80 e 90 anos. Os idosos foram divididos entre os que abusam do álcool e os que bebem moderadamente ou não bebem.

Para identificar quem bebia demais, foram feitas quatro perguntas:

1ª. Você tenta parar de beber ou diminuir a quantidade de bebida que você toma?

2ª. Você se incomoda quando as pessoas dizem que você está bebendo demais?

3ª. Você se sente culpado em relação à sua bebida?

4ª. Você já bebeu de manhã para tentar curar uma ressaca?

Segundo os pesquisadores, quem responde ‘sim’ costuma abusar do álcool. Com base nessas respostas, os dois grupos foram divididos. 

A pesquisa constatou que o grupo que abusava do álcool apresentou o dobro de perda de memória em comparação com o grupo das pessoas que não tem problema com bebida alcoólica. Assim, o estudo concluiu que o hábito de beber demais a longo prazo aumenta as chances de perda de memória na terceira idade. 

Fonte:Globo News

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URUGUAI CONVOCA EMPRESAS PARA PRODUZIR E DISTRIBUIR MACONHA

O governo uruguaio fez nesta sexta-feira a primeira convocação as empresas interessadas em produzir e distribuir maconha com fins recreativos como parte de sua nova política de cultivo e venda da droga com supervisão do Estado, informaram nesta sexta-feira fontes oficiais.

A convocação foi feita pelo Instituto de Regulação e Controle do Cannabis (IRCCA) e é parte da regulamentação sobre a compra, venda e cultivo da maconha aprovada em 6 de maio pela administração do presidente José Mujica.

O Instituto pediu que os interessados manifestassem vontade para a "elaboração de soluções técnicas e econômicas" antes de a confecção das bases de outro chamado "aos postulantes para produzir e distribuir cannabis psicoativo de uso não médico".

Essa convocação é para escolher "um máximo de cinco postulantes" aos quais o governo uruguaio dará licenças por um período de "até cinco anos" com o objetivo de "produzir e distribuir" cada um "até duas toneladas anuais" de maconha e "garantindo" uma distribuição quinzenal. Os aspirantes deverão apresentar um "plano de produção", uma garantia de US$5 mil e até 18 de agosto.

O IRCCA estabeleceu que a maconha será vendida unicamente em farmácias e o preço irá variar entre 20 e 22 pesos (R$1,93 e R$2,13) por grama. O valor foi pensado para cobrir tanto os custos de produção, as taxas e o benefício do produtor quanto para que o preço de venda esteja abaixo do da maconha ilegal.

Os clientes só poderão adquirir nas farmácias até 40 gramas da droga por mês, e terão que se registrar previamente em um cartório, com garantia de anonimato. A intenção é combater o excesso no consumo e que a maconha não termine no mercado negro.

Em recente entrevista à Agência Efe, o pressente do IRCC, Julio Calzado, disse que o organismo "vigiará e avaliará particularmente" que as empresas interessadas conheçam o negócio da produção e que saibam demonstrar como conduzir uma plantação de estufa.

A lei da maconha foi aprovada em 10 de dezembro do ano passado no parlamento uruguaio unicamente com os votos da coalizão governista de esquerda Frente Ampla, que tem maioria em ambas as Câmaras.

A nova legislação, impulsionada pelo presidente Mujica, gerou polêmica em nível internacional e nacional, ao estabelecer taxativamente o "controle e a regulação por parte do Estado da importação, exportação, plantação, cultivo, colheita, produção, aquisição, armazenamento, comercialização, distribuição e consumo da maconha e seus derivados".

Mujica afirmou em várias ocasiões que busca uma "alternativa" para lutar contra o tráfico, já que a "a batalha por meio da repressão está perdida no mundo todo e há muito tempo"

Fonte: uniad

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Efeitos colaterais de medicamentos podem ser inevitáveis, diz estudo

Um estudo divulgado nesta segunda-feira na publicação especializada Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) indica que os efeitos colaterais de medicamentos, mesmo com os avanços da ciência, talvez sejam inevitáveis.

Para fazer efeito, as moléculas dos medicamentos precisam se ligar às proteínas do nosso organismo por "bolsos únicos". O problema é que, às vezes, elas se ligam, além do alvo pretendido, com proteínas que não tem nada a ver com o problema a ser combatido. O resultado são os efeitos colaterais. 

Um exemplo disto é a sulfonamida, um tipo de antibiótico que é usado em diversos casos, mas, por outro lado, pode ter efeitos no sistema nervoso que vão de náusea e dor de cabeça a alucinação e psicose.

O que o novo estudo indica é que a quantidade desses "bolsos únicos" é menor do que se imaginava: não existiriam mais do que 500 deles. Ou seja, as chances de uma molécula atingir um alvo inesperado são relativamente altas. Além disso, seria muito difícil criar moléculas que atuem apenas em alvos específicos, sem "atingir" outros não planejados.

"Nosso estudo provê uma racionalização do porquê de várias drogas terem significantes efeitos colaterais - porque é intrínseco ao processo", diz Jeffrey Skolnick, do Instituto de Tecnologia da Geórgia (EUA). 

"Existe apenas um pequeno número de diferentes bolsos de ligação. A chance de haver uma geometria em uma composição de aminoácido que se conectará à mesma ligação (de outras proteínas) se torna muito maior do qualquer um teria antecipado. Isso significa que a ideia de que uma pequena molécula pode ter apenas uma proteína-alvo não pode ser suportada."

Apesar da possibilidade de ser impossível evitar todos os efeitos colaterais, o estudo indica que é possível deixa-los menos perigosos. 

Caberia aos cientistas e laboratórios entender melhor quais são esses bolsos de ligação e como eles funcionam para evitar afetar aqueles relacionados com processos fundamentais do nosso corpo.

Fonte: Terra

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Crack causa 50% mais mortes de neurônios que cocaína, diz pesquisa da USP

Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) mostra que o aquecimento de dois componentes que formam o crack, o éster metilecgonidina (Aeme) e a cocaína, aumenta em 50% a morte de neurônios em usuários, quando comparado ao consumo isolado das duas substâncias. 

O crack é produzido a partir da mistura da pasta de cocaína, bicarbonato de sódio e água, sendo que o Aeme é um produto da queima, ocorrida quando o usuário fuma a pedra de crack, explica a professora do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, Tania Marcourakis, responsável
pela pesquisa.

Segundo a pesquisadora, o objetivo do estudo era conhecer melhor o Aeme, que é usado no meio médico como marcador biológico do uso do crack. Ela explica que a presença do éster metilecgonidina em um organismo permite, por exemplo, deduzir a causa de uma morte pelo uso da droga. “A nossa pergunta foi: será que essa substância é só um marcador biológico ou ela também é ativa?”, disse. 

A partir desse questionamento, os cientistas pretendem investigar se o Aeme associado à cocaína, além de provocar um
nível maior de morte de neurônios, participa também da dependência química do crack.

“A gente sabe que o crack tem um potencial devastador no usuário, muito maior que a cocaína nas outras formas de administração. Sabemos que [a droga] leva à dependência mais rápido. Mas a gente ainda precisa concluir os trabalhos”, disse Marcourakis. 

O que se sabe, por enquanto, é do alto potencial de neurotoxicidade do Aeme associado à cocaína. Embora não haja comprovação, a pesquisadora acredita que o resultado dessa grande morte de neurônios pode ser, no longo prazo, uma predisposição maior à demência e a outros problemas cognitivos.

“Isso pode não se manifestar na idade jovem, porque você tem mecanismos plásticos [facilidade em compensar a perda neuronal] que podem dar conta disso dentro da idade adulta, nos jovens, adolescentes.

Mas, na velhice, já tem uma perda neuronal [natural] e esses mecanismos não estão tão eficientes”, explica Marcourakis.

Como os estudos foram feitos apenas a partir de cultura de neurônios in vitro, os danos reais provocados pelo crack no cérebro do ser humano ainda são desconhecidos. Marcourakis acrescenta que, por se tratar de uma droga relativamente recente, ainda não é possível estudar as suas consequências no cérebro de viciados ao longo de muitos anos.


Fonte: Agência Brasil

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NO BRASIL, AINDA NÃO HÁ CONSENSO SOBRE LEGALIZAÇÃO DA MACONHA

No Brasil, a legalização da maconha ainda alimenta opiniões divergentes. Para Ronaldo Laranjeira, coordenador da Comissão de Dependência Química e diretor da Associação Brasileira de Psiquiatria, não há um consenso sobre se a legalização seria a melhor medida.

— A própria Associação Médica Americana já se posicionou contrária — afirma o médico, que diz ser perigoso quando uma questão de saúde se transforma em uma questão política.

Laranjeira acredita ainda que a posição atual do presidente americano Barack Obama “é muito em função do voto dos jovens”. O médico questiona o jornal por sugerir a proibição da droga para menores de 21 anos e afirma não ter dúvida que, mesmo assim, haverá um aumento de consumo entre os adolescentes.

— Seria uma ingenuidade historicamente imperdoável achar que proibir a venda para menores de 21 anos impediria o consumo dessa faixa etária — disse, ao dar exemplo do que ocorre com o álcool ou mesmo o tabaco nos EUA.

Em relação aos dependentes químicos, ele acredita que não haverá muita diferença.

— O dependente vai continuar usando. Para ele, importa mais o preço e a disponibilidade que, no Brasil, mesmo na ilegalidade, é alta — opina.

A legalização do uso medicinal é aguardada e apoiada principalmente pelas famílias que precisam do canabidiol (CBD), substância química encontrada na maconha que, segundo estudos científicos, tem grande potencial terapêutico neurológico.

Os pais de Anny Bortoli Fischer, Norberto e Katiele Fischer, após algum tempo comprando o medicamento de forma ilegal, foram os primeiros a obter na Justiça autorização para importá-lo. A menina de 5 anos tem uma rara doença chamada Síndrome de Rett CDKL5. Segundo o casal, o CBD controlou as crises convulsivas.

—O canabidiol está salvando a vida da minha filha. Ela tinha quase uma crise a cada duas horas. Com o CBD ela está se desenvolvendo, está evoluindo — disse o pai.

A mãe lembra que o medicamento não é uma cura para a doença, mas traz alívio e qualidade de vida para a menina.
Katiele acredita que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) poderia ter um pouco mais de pressa para analisar os pedidos e tomar um posicionamento mais rápido. A agência recebeu, desde abril, 36 pedidos para liberar o produto. Desses, 18 foram liberados e 12 aguardam exigências. No mês que vem, a Anvisa deverá votar a reclassificação do composto.

Fonte: Uniad

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