sexta-feira, 25 de julho de 2014

Venda de álcool em pó causa polêmica nos EUA

Após ter aprovado o produto, órgão federal voltou atrás e alertou que Palcohol pode trazer riscos à saúde Uma empresa americana chamou atenção recentemente ao anunciar que pretende vender uma versão em pó para bebidas alcólicas, o Palcohol. 

Mas autoridades de saúde dos Estados Unidos voltaram atrás do sinal verde que haviam dado ao produto, alertando esta semana que ele pode trazer sérios riscos.

No mês de abril, o órgão federal Alcohol and Tobacco Tax and Trade Bureau havia aprovado a venda do Palcohol. Contudo, um representante do departamento do governo, Tom Hogue, afirmou por email à agência Associated Press, na segunda-feira (22), que a aprovação foi um erro.

A companhia que criou o produto, Lipsmark, escreveu no site do produto que, após anos de pesquisa, experimentos e consultas a cientistas pelo mundo, o empresário Mark Philips "finalmente conseguiu desenvolver o álcool em pó", que estaria em processo de patenteamento.

O conteúdo do produto seria vendido pequenos sacos. Quando misturado a água, o pó equivale a uma dose de bebida, que deve ser vendida em mercados comuns. 

O Palcohol seria lançado em seis versões: Mojito, Cosmopolitan, Margarita ou ou Lemon Drop com Coca-Cola ou suco de laranja.

Segundo a Lipsmark, a empresa não tem interesse em receber dinheiro de possíveis investidores no momento. Também não revela como o produto é feito. "Se nós te contássemos, teríamos que atirar em você", diz o site.

O conceito de álcool em pé não é novo, de acordo com a AP. John Coupland, professor de ciência alimentar na Universidade de Pensilvânia, identificou vários pedidos de patente para este tipo de produto ao longo dos anos.

Uma delas, criada pela General Foods Corp na década de 1970, afirma que o pó alcólico é feito pela absorção de etanol por uma espécie de pó de carboidrato.

Fonte:ig


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AEME tem papel atuante no mecanismo de dependência do crack

O crack é a mistura de pasta bruta de cocaína, bicarbonato de sódio e água. Ao fumarem a droga, os usuários inalam não apenas a cocaína, mas também a metilecgonidina (AEME), um sobproduto derivado da queima da droga. 

Pesquisa da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP traz alguns resultados que ajudam a entender o papel que a AEME exerce nos mecanismos de dependência do crack e poderá ajudar na criação de novas estratégias para o tratamento do vício.

De acordo com o farmacêutico Raphael Caio Tamborelli Garcia, a cocaína inibe a recaptação da dopamina, neurotransmissor responsável por sensações como euforia, prazer e atividade motora. 

“O crack é uma das formas mais devastadoras de uso de cocaína, porque após o efeito desejado, que é a euforia, o usuário sente a necessidade de usar a droga de novo”, afirma. Ele explica que no ciclo normal do neurotransmissor, a dopamina ou é recaptada e volta para o ciclo, ou é metabolizada por enzimas após sua ação. “A cocaína impede essa recaptura”, diz. 

A pesquisa teve orientação da professora Tania Marcourakis, da FCF, e coorientação da pesquisadora Maria Regina Lopes Sandoval, do Instituto Butantan.

Os testes foram realizados no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, com a colaboração da professora Rosana Camarini. O pesquisador trabalhou com 4 grupos, composto por 12 ratos cada. Cada grupo recebeu um tipo de droga (cocaína, AEME, cocaína + AEME, além do grupo controle) durante 9 dias consecutivos, sendo uma dose ao dia. 

Após receberem as drogas, os animais eram colocados em uma arena, chamada de campo aberto. O pesquisador analisou a atividade locomotora dos animais enquanto percorriam a arena. 

Após uma pausa de uma semana (para simular um período de abstinência), foi feito novo oferecimento das substâncias, procedimento denominado “desafio”. Feito isso, o pesquisador analisou o comportamento dos animais novamente e comparou com aquele observado no décimo dia de administração das drogas.

Aumento da expressão da atividade locomotora

Ratos que receberam apenas a AEME não apresentaram alteração de comportamento. Os que receberam cocaína tiveram aumento da atividade motora, sendo que, no desafio, houve aumento da expressão da atividade locomotora. 

Já no grupo que recebeu AEME + cocaína, aumentou ainda mais a atividade locomotora. “Com estes resultados, podemos observar que a AEME potencializou os efeitos da cocaína”, observa o pesquisador.

Segundo Garcia, ao iniciar o oferecimento da droga, como se trata de algo novo para o organismo, a tendência é que os níveis de dopamina aumentem, chegando, com o passar do tempo, a um estágio de tolerância. 

A partir daí, os neurônios se adaptam e então é preciso aumentar a dose da droga para conseguir os mesmos efeitos de antes. “Chamamos isso de processos neuroadaptativos: muitos receptores ficam disponíveis para a dopamina no período de abstinência, pois o organismo passa a sentir falta da liberação excessiva desse neurotransmissor”, conta.

Após 90° dia de experimento, alguns animais foram eutanaziados para estudos neuroquímicos dos cérebros. Foram pesquisadas as regiões cerebrais núcleo accumbens e estriado — responsáveis por comportamentos relacionados à dependência química.

Estes estudos tiveram a colaboração do professor Jorge Flório, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP.

Na região do estriado, em todos os animais foi observado um aumento nos níveis de dopamina, resultado que condiz com os estudos comportamentais. No grupo AEME + cocaína foi observado um aumento ainda maior dos níveis desse neurotransmissor, em comparação ao grupo que recebeu apenas cocaína.

Já no núcleo accumbens, houve aumento dos níveis de dopamina nos animais de dois grupos: cocaína e cocaína + AEME. Entretanto, isso não foi observado nos animais que receberam apenas a AEME.

Doutorado sanduíche

O pesquisador realizou parte da pesquisa na Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, na modalidade doutorado sanduíche. O foco foi estudar o comportamento da AEME nos receptores colinérgicos muscarínicos, ligados à recepção da acetilcolina. Esses receptores são divididos em 5 classes (M1 a M5), estão presentes em diferentes neurônios do sistema nervoso central, e fazem uma interconexão com os
neurônios que liberam dopamina.

Os experimentos foram realizados in vitro utilizando-se de células de ovário de hamster chinês (CHO). Os resultados mostraram que a AEME se ligou a todos os receptores, com preferência pelo M2. Nos subtipos M1 e M3, a AEME apresentou uma ação agonista parcial, ou seja, estimulou os receptores com uma potência menor que a da acetilcolina. 

Para os subtipos M2, M4 e M5, ocorreu um mecanismo oposto, ou seja, ela teve uma ação antagonista, bloqueando a ação da acetilcolina.
O pesquisador comenta que o núcleo accumbens expressa alguns desses receptores e o estriado, outros.

Segundo ele, esses resultados conseguem explicar porque aumentou tanto a dopamina no estriado e não aumentou para o accumbens. “Isso mostra que a AEME é um componente farmacológico importante nos processos neuroadaptativos que medeiam a dependência”, diz.
Para o pesquisador, ainda são necessários estudos complementares.

 Porém, a princípio, esses resultados sinalizam para a possibilidade de manipulação dos receptores colinérgicos muscarínicos por meio da
ativação ou bloqueio de alguns deles. “Com isso seria possível modular os níveis de dopamina para que o usuário não tenha prazer algum ao usar a droga”, sugere.


Fonte: Agência USP de Notícias


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quinta-feira, 24 de julho de 2014

60% dos uruguaios se opõem à lei da maconha, aponta pesquisa

Seis em cada dez uruguaios se opõem à lei que regula o cultivo e consumo de maconha, impulsionada pelo presidente José Mujica e aprovada há sete meses pelo parlamento, e são a favor de que ela seja revogada, segundo uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira.

Entre os uruguaios, 64% estão em "desacordo" com a lei, 27% a apoiam e o resto não tem opinião definida ou prefere mantê-la em segredo de acordo com a pesquisa da empresa de consultoria "Número".

A desaprovação de lei chega a 86% entre os que se declaram eleitores dos partidos políticos tradicionais e agora na oposição Nacional e Colorado.

Entre que se definem como eleitores da governante coalizão de esquerda Frente Ampla, a porcentagem de oposição é de 41%, 13% não têm posição formada ou não opinam e 46% a apoiam.

Consultados sobre a possibilidade de revogar a lei ou deixá-la vigente para ver se funciona, 62% dos consultados disseram que é melhor "revogá-la" o mais rápido possível", 32% se inclinaram por "deixá-la vigente" e 6% não têm opinião formada.

A pesquisa foi realizada telefonicamente com mil pessoas residentes em todo o Uruguai entre 4 e 15 de julho e tem uma margem de erro de 3% para mais ou para menos.

A nova lei, impulsionada pelo presidente Mujica, gerou polêmica em nível internacional e nacional, ao estabelecer taxativamente o "controle e a regulação por parte do Estado da importação, exportação, plantação, cultivo, colheita, produção, aquisição, armazenamento, comercialização, distribuição e consumo da maconha e seus derivados".

Mujica disse em várias oportunidades que o que procura é uma "alternativa" para lutar contra o narcotráfico porque "a batalha está perdida no mundo todo e há muito tempo".

A lei foi aprovada em 10 de dezembro pelo parlamento uruguaio e promulgada duas semanas depois por Mujica.

Posteriormente, a Junta Nacional de Drogas estabeleceu sua regulamentação anunciada no início de maio.

O Uruguai produzirá até 22 toneladas ao ano de maconha para seu uso recreativo, que venderá em farmácias a não mais de um dólar o grama e que terá limitações de uso na vida pública similares ao álcool e ao tabaco.

Segundo as estimativas oficiais, a primeira produção de maconha com controle de Estado será colocada à venda nos primeiros meses de 2015. 

Fonte: Exame

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Consumo de álcool no Brasil é superior à média mundial, diz OMS

Levantamento divulgado nesta segunda aponta ainda que consumo no País deve voltar a crescer após queda registrada entre 2003 e 2010.

OMS chegou a conclusão de que o consumo médio para pessoas acima de 15 anos é de 6,2 litros por ano .O abuso no consumo de álcool no Brasil supera a média mundial e apresenta taxas superiores a dezenas de países. 

Os dados são da Organização Mundial da Saúde que, em um informe publicado nesta segunda-feira, 12, alerta que 3,3 milhões de mortes no mundo em 2012 foram causados pelo uso excessivo do álcool, 5,9% de todas as mortes. 

Segundo a entidade, não apenas a bebida pode gerar dependência, mas também poderia levar ao desenvolvimento de outras 200 doenças.

Entre os 194 países avaliados, a OMS chegou a conclusão de que o consumo médio mundial para pessoas acima de 15 anos é de 6,2 litros por ano. No caso do Brasil, os dados apontam que o consumo médio é de 8,7 litros por pessoa por ano. Esse volume caiu entre 2003 e 2010. Há dez anos, a taxa era de 9,8 litros por pessoa.

Mas as projeções até 2025 mostram que o consumo voltará a aumentar, ultrapassando a marca de 10,1 litros por ano por pessoa. Em 1985, o consumo não chegava a 4 litros por pessoa por ano.

No caso brasileiro, a diferença entre o consumo masculino e feminino é profundo. Entre os homens, a taxa chega a mais de 13 litros por ano. Para as mulheres, ela é de apenas 4 litros. 60% do consumo é de cerveja.

Apenas 4% do consumo é representado pelo vinho.

Mas o que mais preocupa a OMS são os casos de abusos no consumo. No mundo, a média é de 7,5% da população que experimentou em algum ponto do ano um caso de um consumo excessivo de álcool. 

No Brasil, porém, a taxa é de 12,5%. Num ranking de números de anos perdidos de vida saudável, Brasil está entre os líderes.

Em todo o mundo, a Europa é a região onde os índices de consumo são os mais elevados per capta, com diversos países apresentando taxas acima de 10 litros por ano.

Fonte:O Estado de S. Paulo


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Traumas infantis podem deixar dependentes químicos mais vulneráveis a recaídas

A vivência de eventos traumáticos na infância, como abuso físico, sexual ou emocional, deixa marcas que, não raro, se manifestam em transtornos psíquicos na vida adulta. 

Agora, um estudo da Escola de Medicina da Universidade Yale, publicado no JAMA Psychiatry, associa o trauma à redução do volume cerebral de áreas importantes para o aprendizado e o controle das emoções, o que, no caso de dependência química, interfere na capacidade de recuperação.

Os cientistas registraram imagens do cérebro de 175 pacientes que estavam em tratamento de dependência de drogas e pessoas saudáveis (grupo de controle). 

Nos dois grupos havia indivíduos que relataram haver sofrido abuso na infância.

Os pesquisadores observaram, nas vítimas de abuso, redução no volume de células cerebrais no complexo hipocampal, com papel importante no aprendizado, na memória e no processamento de emoções. 

Entre os dependentes em tratamento, aqueles com menor volume cerebral no complexo hipocampal revelaram-se significativamente mais vulneráveis a voltar a usar drogas.

“Podemos começar a pensar alternativas para lidar com a patologia subjacente ao abuso de substâncias”, diz a psiquiatra Rajita Sinha, autora do estudo.

“O próximo passo é pesquisar exercícios e medicamentos que possam estimular o crescimento de novas células e conexões neurais nessas regiões específicas e reduzir o impacto dos prejuízos provocados por traumas”, conclui.


Fonte: revista Mente e Cérebro


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Maconha pode aumentar risco de ansiedade e depressão

A lista de malefícios da maconha acaba de aumentar. De acordo com uma pesquisa do Instituto Nacional de Abuso de Drogas, nos Estados Unidos, o uso da droga pode aumentar o risco de ansiedade e depressão.

Os dados são do jornal Daily Mail.

Para chegar a esta conclusão, a psiquiatra Nora Volkow avaliou 48 voluntários com uso do estimulante ritalina, que aumenta os níveis de dopamina no cérebro, a substância química do bem-estar. 

Constatou-se que os cérebros de usuários de maconha foram menos capazes de reagir à substância, o que pode contribuir para o aumento do desejo pela droga e das emoções negativas, uma tendência para a depressão e a ansiedade.

Em 2013, um estudo do Imperial College de Londres, na Inglaterra, descobriu que, a longo prazo, a maconha pode destruir a dopamina. Os níveis no estriado, região do cérebro da recompensa e motivação, se mostraram mais baixos em usuários regulares de maconha. 

“A dopamina está envolvida em contar ao cérebro quando algo excitante está para acontecer, seja sexo, drogas ou rock 'n' roll. 
Nossos resultados explicam o motivo de a maconha ter a tendência de fazer as pessoas se sentarem sem fazer nada”, explicou
o pesquisador Michael Bloomfield.

Fonte: Tribuna hoje

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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Álcool e energético é uma combinação perigosa

Já há alguns anos se tornou comum jovens misturarem álcool e energético em baladas, com o objetivo de tirar o efeito de sono causado pelo álcool, bebendo mais para curtir melhor a festa.

Porém, a revista científica Alcoholism: Clinical & Experimental Research, publicou um estudo mostrando que essa combinação pode ser muito perigosa. O álcool tem um efeito depressivo, deixando as funções cerebrais mais lentas, agindo como sedativo, ao contrário do energético que possui cafeína, que é um estimulante. 

Apesar da mistura dar a impressão de reduzir o efeito do álcool, na verdade, a pessoa irá sofrer os dois efeitos, tendo a falsa sensação de estar despertado. Essa sensação pode fazer com que você faça coisas que não faria normalmente, como começar uma briga ou atravessar a rua na frente de um carro.

"Significa que você está alerta mas você subestima quanto você está bebendo, e não sabe o quanto o álcool ainda está afetando seu pensamento e sua habilidade de reagir a uma emergência", disse a pesquisadora Sarah Jarvis, de Londres. "Isso cria a falsa sensação de segurança, o que pode ser perigoso."


Fonte: Diario da mannhã


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