quarta-feira, 23 de julho de 2014

Quando a família vira codependente

Eu te amo, mas não aceito a maneira como você está agindo”. Esta foi a frase que Terezinha Henrique de Faria, de 62 anos, disse ao filho 18 anos depois que ele se tornou um dependente químico.

Terezinha teve coragem para mudar suas atitudes com o filho e lutar ao lado dele.

O filho de Terezinha, hoje com 33 anos, começou a fumar maconha na adolescência, com 13 anos.

Terezinha viu o filho usando a droga e se desesperou.“Comecei a chorar, me descabelar, o agredia, xingava, o chamava de maconheiro. 

Eu ia atrás dele nas bocadas. Fiz isso várias vezes. Sofri, sofri muito. Fiquei esgotada. Coração dói muito de ver um filho drogado. Dói muito por dentro”. O sofrimento foi tanto que Terezinha adoeceu.“Entrei em depressão. Faço tratamento com psiquiatra até hoje. 

A família fica doente, surgem brigas, atritos. A gente fica muito envergonhada e acaba se afastando das pessoas”, conta a
mãe.

Mudança

Mas, há dois anos, Terezinha conheceu o grupo Amor Exigente, que atua como apoio e orientação aos familiares de dependentes químicos.

“Cheguei no Amor Exigente toda quebrada, destruída, chorando. Todos chegam assim. Duas semanas depois estamos sorrindo, nos encontramos”, afirma. Hoje, Terezinha coordena o grupo na Catedral de Ribeirão Preto.Segundo ela, a principal lição que o Amor Exigente passa é que a pessoa deve mudar a si própria para depois transformar o outro.

“Hoje eu tenho força para entender a situação. Quando você vai atrás, briga, você fica na codependência. Eu aprendi que devo viver o meu eu e hoje aconselho, dou amor, carinho. Passei a saber lidar com ele. Estou mais fortalecida e feliz”, diz.

O filho de Terezinha conseguiu se livrar do vício da maconha há seis meses, depois de ficar internado em uma clínica para dependentes químicos nesse período.


Fonte:Jornal A Cidade

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