segunda-feira, 21 de julho de 2014

Tabagismo e Ingerir álcool são hábitos que favorecem para um parto prematuro

Ter um bebê antes do tempo não envolve apenas os transtornos de correr para a maternidade quando menos se espera. Um parto prematuro envolve uma série de riscos para a saúde da criança. 

"A prematuridade é a principal causa de morbidade e mortalidade neonatal. Quanto menor a idade gestacional,maiores são essas cifras, assim como de sequelas no desenvolvimento físico e intelectual", explica a ginecologista e obstetra Silvia Herrera, coordenadora de medicina fetal do Salomão, Zoppi Diagnósticos.

Um nascimento é considerado prematuro quando ocorre antes da 37ª semana de gestação. Devido aos danos, se o trabalho de parto começa muito cedo, o médico tenta intervir. "Quando a gestante apresenta contrações uterinas exacerbadas podem ser utilizados medicamentos apropriados que diminuem essas contrações", conta Roberto Eduardo Bittar, professor associado do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP.

Normalmente, se ganha um tempo de 48 horas com esses medicamentos, que permitem uma terapia com corticoides para evitar algumas complicações, como uma hemorragia cerebral do feto. 

Em geral os partos prematuros estão relacionados a diversos fatores de risco, principalmente relacionados a hábitos de vida.

O Tabagismo é um dos hábitos mais criticados em mulheres grávidas. "O fumo prejudica a circulação uteroplacentária que causa uma menor oxigenação fetal", relata Roberto Eduardo Bittar. A diminuição do oxigênio que chega ao bebê faz com seu crescimento se torne mais restrito, o que gera uma interrupção prematura da gestação, ou seja, a mulher entra em trabalho de parto antes da hora. 

Além disso, o tabaco reduz a inativação de um fator que está envolvido no início e na manutenção do trabalho de parto, adiantando todo o processo. 

De acordo com especialista em medicina fetal Silvia Herrera, o fumo que é fator de risco para o parto prematuro quando continuado ao longo dos nove meses. "As mulheres que fumam e descobrem que estão grávidas, mas abandonam o vício imediatamente no início da gravidez não correm os mesmos riscos", explica a médica.

A bebida alcoólica também não tem uma boa relação com a gravidez. "O mecanismo específico de como o álcool causa trabalho de parto prematuro é desconhecido, mas além de aumentar risco de infecções, ele causa o descolamento prematuro de placenta", comenta a obstetra Silvia Herrera. Como se isso não bastasse, esse macronutriente é passado diretamente para o feto na placenta, fazendo com que ele tenha todos os efeitos no sistema circulatório do bebê também. E muitas vezes o hábito de beber também estárelacionado à má alimentação.


Fonte: http://minhavida.uol.com.br/


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