A pesquisa também sugere, embora não comprove, que métodos de reposição de nicotina que ajudam a parar de fumar, como adesivos ou gomas de mascar, também elevam as chances de TDAH no bebê.
De acordo com os pesquisadores, essas conclusões apontam que esse prejuízo ao feto se deve especificamente à nicotina, e não às outras substâncias do cigarro.
Os resultados desse estudo foram divulgados nesta segunda-feira, e a pesquisa completa será publicada na edição de agosto da revista médica Pediatrics.
Análise — O trabalho foi feito a partir dos dados de 84.803 crianças acompanhadas desde o nascimento até os sete anos. Nesse período, os pesquisadores identificaram sintomas de TDAH em cerca de 2.000 crianças.
A menor prevalência de TDAH foi observada entre crianças cujos pais não eram fumantes (1,8%). Já a maior taxa ocorreu quando tanto o pai quanto a mãe fumavam (4,2%). Além disso, o risco de a criança ter o transtorno foi de 3,4% nos casos em que a mãe fumou durante a gravidez e de 3,8% quando a mãe fez reposição de nicotina na gestação.
Como o número de mulheres que fizeram reposição de nicotina enquanto estavam grávidas foi pequeno, os pesquisadores consideram que mais pesquisas devem ser feitas para comprovar a relação entre o método e o risco de TDAH no bebê.
Fonte: Veja


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